Da dedicatória
O novo livro são as lições, com subsídios
para a história da colonialística lusíada e comparada, que, no âmbito da
ciência da política, gostaria de ter proferido, naquilo que foram as várias
tentativas públicas de uma universidade colonial, procurando, frustradamente,
um novo Portugal, fora do Portugal velho, ao ritmo do balanço da expansão
europeia no mundo, sobretudo em África. Porque, no princípio era o mar (1980), sempre procurei a pátria prometida
(1983) e, na raiz do mais além (1992), concluí pela “sphera, spera, sperança”
(2001), sempre “sobre o tempo que passa” (2011), utilizando, agora os títulos
dos cinco livros de poesia que publiquei. A poesia será sempre mais verdadeira
do que a história e as esforçadas ciência sociais. Portugal, também.