Abandonando-se o sonho do reino unido e desconhecendo-se o resto do império, fica o recurso às boas intenções dos mercados, como se eles pudessem surgir de um conglomerado empresarial com vontade de domínio, mas sem estruturas de poder.
Situando a questão
separatista num plano da estratégia e das relações internacionais, podemos
observar que a união de Portugal com o Brasil, elevando tal hipótese de
comunidade política a uma das primeiras comunidades políticas do mundo, nunca
seria admitida por quem, nesse momento, se situava no vértice da hierarquia das potências. Britânicos,
franceses e austríacos, quando assistem à derrocada do poder de
Madrid, jamais permitindo que, da península ibérica,
ou do Rio de Janeiro, possa vir qualquer lampejo do género.
