No
princípio era o símbolo. Da esfera armilar às doze estrelas. Uma peregrinação
pelo mundo, antes de Maquiavel ter inventado o Estado e de Jean Bodin ter
conceituado a soberania. Entre o senhorio dos domínios e conquistas, sem o
velho triângulo estratégico, e o cosmopolitismo. A procura da compensação
imperial para pequenez do reino medieval. A questão colonial vista depois do
fim do Império, entre o anticolonialismo e o pós-colonialismo. Das ciências e
políticas coloniais à ciência da política e das relações internacionais. E as
malhas que os velhíssimos príncipes foram tecendo no d’aquém. Hiper-informação.
Um imperialismo desleixado. As nações nascem, crescem e morrem. O império
marroquino. Cristãos e pimenta. O império brasiliense. O império africanista. A
geração da mala de cartão. As medições demográficas. A complexa mestiçagem. A minha pátria é a língua portuguesa. O
anticolonialismo da retaguarda. A morte funcional da metrópole. Portugal não é um país pequeno. O nosso impensado,
como uma obra de soldados. A venda das colónias nos finais do século XIX. O fim
do Império em 1974. A vacina contra a pequenez. O complexo de Chaimite.
Quixotes e Sanchos. Sebastianismo. O velhíssimo príncipe. O imperador das
ideias e quase príncipe. Nem apologética nem catilinária. Quem controla o
passado controla o futuro. O paradoxo do luso-tropicalismo.
