O
terceiro impulso imperial, desencadeado a partir da descoberta oficial do
Brasil, em 1500,
termina em 1822, com o gesto do Ipiranga, curiosamente
liderado pelo próprio herdeiro do trono de Portugal, contra a secura geométrica
do jacobinismo, postiço e mercantil, que comandava o revolucionarismo
político-militar instalado em Lisboa. E aqui, o modelo, começando pelo
estabelecimento do senhorio, através
de uma pluralidade de capitanias,
consiste fundamentalmente num processo multiplicador orgânico que, a partir do
marquês de Pombal, instaura, nesse novo
mundo, um novo reino,
à imagem e semelhança do ponto de partida. Um processo que atinge o clímax
depois de a capital da monarquia se transferir para o Rio de Janeiro, em 1808,
com a criação do Reino Unido
de Portugal e do Brasil.
